quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A fama dos homens e o sucesso de Deus(Parte 1)







O dicionário define fama como “glória” e sucesso como “êxito”. Porém, no dicionário de Deus essas palavras tem significado diferente. Penso que fama seria algo como “ego” e sucesso soaria melhor como “cruz”.



Após o grande milagre da ressurreição de Lázaro, Jesus estava no ápice de Seu ministério, a ponto de quererem levantá-lO rei e, conseqüentemente O levar à fama. Ele, porém, optou pelo sucesso de Deus, a “cruz”.



Sabemos que durante todo o Seu ministério Jesus expulsou demônios, mas somente na cruz Ele venceu totalmente a satanás. Quando a vontade do homem predomina, a fama ganha lugar. Mas, quando a vontade de Deus prevalece, o sucesso é manifesto. O que você tem buscado, fama ou o sucesso?



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A fama dos homens e o sucesso de Deus (Parte 2)




Há pastores que desejam uma igreja com 100.000 membros; isso é fama. Sucesso em Deus, é querer saquear 100.000 vidas do inferno. O número é o mesmo, o que muda é a motivação. Sempre que queremos edificar algo para nós mesmos andamos no caminho da fama, da derrota. Mas, quando nosso alvo real e honesto é o reino de Deus, o sucesso estará diante de nós, pois os caminhos do Senhor não podem ser frustrados (Jó 42.2).



Penso que fama e sucesso, no mundo cristão, passam não apenas pela cruz, mas pela inteligência. Se o sucesso depende do cumprimento da vontade de Deus, então não há outro caminho a seguir, pois o próprio Deus é a nossa garantia; e nada ou ninguém poderá impedir o sucesso desse caminho.



Nós, infelizmente, somos uma geração dividida pelo ego, o desejo oculto pela fama; oculto, pois raramente o admitimos, o que faz com que o mover de Deus para alcançar os perdidos seja interrompido e acabe impedindo a edificação da “grande e poderosa” noiva de Cristo, a Igreja. Temos visto tentativas exteriores e judaizantes na edificação da Igreja. Tiramos Cristo do centro e nos desviamos pelos caminhos de religião, em busca da fama.



Se quisermos o sucesso de Deus, temos que nos lembrar de que Deus faz tudo pelo Espírito e pela Palavra para edificação da Igreja. Talvez com esses princípios em mente e trilhando o caminho da cruz possamos alcançar o sucesso na obra de Deus e receber a recompensa naquele dia.



Você está se tornando um cristão famoso ou um cristão que está trilhando o caminho do sucesso, pense nisso?



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A fama dos homens e o sucesso de Deus (Parte 3)




A fama da religião é algo muito sutil e tentadora: são títulos, honras, exaltação aos grandes pregadores, às grandes denominações e ao amor às riquezas desta vida. Mas o sucesso de Deus, como mencionamos antes, é o caminho da cruz, e é sobre esse caminho que gostaria de me concentrar, já que aqui falamos não a carnais e sim a espirituais.



A questão de tomar a cruz e carregá-la tem sido muito mal interpretada. Influenciados pelo catolicismo, hinduísmo e budismo, assumimos o conceito de que nossos sofrimentos devem ser considerados. Contudo, não é da vontade de Deus que nos conformemos com os sofrimentos causados pelo diabo: a miséria, a pobreza e as enfermidades. A cruz é simplesmente a vontade de Deus; isso não significa ausência de sofrimento, contudo, ela deve ser entendida como um instrumento para trabalhar o nosso ego e a nossa carne.



O princípio da cruz



Sem dúvida, a cruz implica sofrimento. A de Jesus, diferente da dos criminosos, foi voluntária e preferencial. Jesus não nos diz “negue-se a si mesmo e seja crucificado”, mas Ele nos instrui a tomá-la.



Se você diz ser crucificado pela sua esposa, não está tomando a cruz, e sim sendo executado como um criminoso. Hoje há muitos “cristãos criminosos” sendo executados, mas há poucos carregadores de cruz. Você é um criminoso ou um carregador de cruz? Devemos aprender a dizer: Não sou crucificado pelos outros; antes, tomo a cruz e a carrego.



Na próxima parte, falarei especificamente do caminho da cruz.



Continua...
A fama dos homens e o sucesso de Deus (Parte 4)




A cruz é a vontade de Deus



O que não for da Sua vontade não é cruz. A doença, por exemplo, não é cruz (1Pe 2.24); da mesma forma a pobreza (Gl 3.13). Muitos dizem que seu casamento não foi da vontade de Deus e por isso querem se divorciar, mas se esquecem de que no momento do casamento, passou a ser a vontade de Deus. O divórcio é separação da vontade de Deus. Para Ele não há divórcio (apenas para os que ainda são duros de coração, como na lei de Moisés), há perdão.



Se você receber sua esposa como cruz, será um criminoso, mas se a tomar pela graça, estará escolhendo a vontade de Deus e será um carregador da cruz. Lembre-se, Ele só nos dá o melhor.



Na próxima parte, vejamos algumas manifestações práticas do princípio da cruz.



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A fama dos homens e o sucesso de Deus (Final)




Disposição para sofrer o dano (1Co 6.7)



Existem dois princípios, o da cruz e o da razão, mas somente a cruz conduz à vitória. Se quisermos ter razão, já descemos da cruz, mas se tomamos a cruz, já não importa quem está certo. A derrota de muitos casais é a razão. Quando carregamos a cruz o diabo é derrotado.



Não agradar a nós mesmos (Rm 15.1)



Precisamos agradar os nossos irmãos, mesmo que isso implique nossa insatisfação. A pergunta chave não é se algo é certo ou errado, obrigado ou não, mas se é a vontade de Deus. Devemos trilhar o caminho do sucesso. Não é um caminho fácil, nem agradável, mas a vitória no final é certa.



Considerar o outro superior a si mesmo (Fp 2.3)



Considerar-se inferior ao outro vai contra a teologia moderna da auto-estima. Todavia, essa é a forma de se edificar a igreja. Mais uma vez: a cruz é sofrer o dano e não agradar a nós mesmos, mas considerar o outro superior. Para cada situação diante de nós há dois caminhos, o largo e o estreito. A cruz é o caminho estreito, tome-a e tenha o sucesso completo.



Façamos a oração do sucesso:



Livra-me, Jesus, do desejo de ser estimado, do desejo de ser amado, do desejo de ser exaltado, do desejo de ser honrado, do desejo de ser preferido aos outros, do desejo de ser consultado. Livra-me do medo de ser desprezado, do medo de ser repreendido, do medo de ser esquecido, do medo de ser ridicularizado, do medo de ser prejudicado. Dá-me o desejo de que, na opinião do mundo, outros possam crescer e eu diminuir; que outros possam tornar-se mais santos que eu, contanto que eu me torne tão santo quanto devo ser.



Chegamos no fim deste artigo, espero que você tenha sido abençoado!

OBS; todos estes arquivos foram retirados do endereço; naorpedrosa.blogspot.com.....e adaptados neste blog! esperamos que você tenha sido muito edificado!